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  • IES - Cacoal

"IES: Instituto Experimental da Saudade."


Aceitei o desafio de falar sobre solidão e saudade. Remoendo aqui as fotografias da vida, após esses mais de 60 anos,

percebo que os negativos das fotos ainda estão tatuados na minha memória... Serei breve ao falar de solidão, pois creio que seja uma espécie de sentimento, causado pela falta de pertencimento existencial que nos leva, matematicamente, ao conjunto vazio. Acho, inclusive, que quem inventou a solidão não sabe a dor que a saudade causa. Como dizia Tom Jobim: "fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho". Ou mesmo quando um escritor anônimo sentencia: "solidão acompanhada é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já". Ėrico Veríssimo deu sua contribuição: "às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa". Eu, particularmente, creio que "a maior decepção não é ficar sozinho, mas sim sentir solidão com tantos amigos que poderiam estar por perto. Chega de solidão! Agora vou enveredar na sofrência, vou me deliciar com a saudade... A palavra saudade, para nós poetas, é exclusiva da língua portuguesa. Saudade não tem classe gramatical (que me perdoem Andressa, Cláudia e Michele) e, se fosse conjugação verbal, estaria no passado.


A saudade de cada um de vocês é tão intensa que, às vezes, eu tenho paranoias... Por incrível que pareça, tenho abraçado o iPad toda vez que vou fazer as videoaulas, só para me confortar com a ausência das crianças. Andando, às vezes, na rua, meu coração parece ter alucinações e eu consigo ver, nas pessoas que passam, alguém parecido com um de vocês.


Tenho saudades daquelas rodinhas das mochilas batendo nas escadarias da escola, tenho saudades do barulho, ecoado na sala de judô, quando estou na sala dos professores. Tenho saudades das guloseimas da dona Beth e, agora, só sinto o amargo sabor da ausência... Saudade daquele bom dia maravilhoso do seu Elles e do seu "Ademito". Vitória, você perdeu ou empatou? Quantas saudades... Saudades das sábias ironias da Andressa, da Geivi e do João, sempre respaldadas pela conivência da Michele (Rocha). Tenho saudades de todas as Micheles!! Salve, salve nação rubro negra e amantes do bom futebol! Quantas saudades, Luciano! As lágrimas não me deixam continuar a escrever.... Vou me despedindo por hoje, mas tenho a certeza de que, quando tudo isso passar, nós iremos avaliar melhor a vida. Não esqueçam que, se os nossos sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupem, eles estão no lugar certo.


Cabe a nós, Professores, construir os alicerces e subir, até encontrá-los.


Um abração a todos!!!

Prof. Denízio Souza Reis



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